É muito freqüente
ouvirmos a afirmação de que não
existe uma fórmula mágica para ser
aprovado. Logo se segue a ladainha de que é
necessário muito esforço, sacrifício
e renúncia. “Se não for assim,
não passa”, dizem, convictos, alguns
professores. Será verdade isso? Vamos analisar
o assunto sem precipitações ou conclusões
cômodas.
O que se entende por fórmula
mágica? Uma maneira simples, rápida
e pouco trabalhosa de resolver um grande problema?
Se você acha que é isso, está
confundindo “fórmula mágica”
com “passe de mágica”, que
realmente não existe quando o assunto é
concurso público, ao menos dentro da lei,
da ética e da honestidade. Vamos conceituar
fórmula mágica de outra maneira.
Se, dentro do nosso assunto, fórmula mágica
for um conjunto de atitudes ou medidas nunca imaginado,
capaz de fazer com que tenhamos notas cada vez
melhores nas provas de concurso? E se for uma
postura nova, que possa nos trazer o resultado
bem mais rapidamente do que normalmente acontece?
Costumo chamar de fórmula
mágica um conjunto de medidas e mudanças
de posturas que, com um esforço compatível
com as nossas possibilidades, seja capaz de nos
levar ao objetivo. A mágica está
exatamente em usar métodos desconhecidos
da maioria, e que tornam a preparação
para as provas algo suportável, prazeroso
e, em alguns casos, viciante. É possível,
por menos tempo que se tenha, conciliar com as
atividades habituais o estudo (com métodos
adequados, que melhoram o rendimento), exercícios,
provas, organização, concentração,
reforço e outras medidas que nos farão
vitoriosos. Mas nada funcionará sem critérios
ou estratégias.
A concepção de que
o único caminho para atingir o objetivo
nos concursos é o sacrifício, sempre
ligado à idéia de sofrimento, é
uma disfarçada interferência de concepções
religiosas. Vamos usar a fé em nosso favor,
estimulando, encorajando, e não amedrontando
ou inibindo. Valorizemos, por exemplo, a experiência.
Quando, quase sem querer, o candidato começa
a adotar posturas adequadas, acaba sendo aprovado
em vários concursos, e passa a ter a oportunidade
de escolher o cargo entre os que conseguiu. Parece
exagero, mas muitos leitores certamente conhecem
pessoas que passaram em vários concursos.
Quando não se trata de alguém que
tem fama de CDF, pode ter certeza de que tal pessoa
descobriu a fórmula mágica.
Ao contrário do que se
pode imaginar, a fórmula não é
apenas “estudar muito”, até
porque há uma grande diferença entre
estudar muito e aprender o suficiente. Será
que adianta estudar muito sem metodologia que
garanta o aprendizado, e, consequentemente, o
resultado esperado nas provas? Claro que não.
Muita gente se dedica em excesso aos estudos para
concursos, e esquece de identificar qual a melhor
metodologia para o seu aprendizado. E isso ocorre
por uma razão muito simples: pouquíssimos
candidatos usam algum tipo de método de
estudo. A maioria apenas lê livros e apostilas,
além de fazer alguns exercícios,
com questões de provas anteriores ou similares.
Vamos aqui relacionar as regras para um melhor
rendimento.
Primeira regra – Use métodos
de estudo, e evite continuar se comportando como
se estivesse se preparando para provas de colégio
ou faculdade, onde não há concorrência
nem limite de vagas. Você já ouviu
falar em algum método específico
para concurso? Sabia que eles existem? Vai continuar
usando o falido sistema “leu, releu, fez
exercício”?
Segunda regra – Identifique
o melhor método de estudo. Os dois critérios
mais importantes para escolher o método
mais produtivo são: 1) aprendo mais assim,
e percebo isso nas avaliações; 2)
acho mais agradável estudar assim, e não
fico cansado(a) logo. Há diversos métodos
de estudo, e nem todos funcionam igualmente com
todas as pessoas. É preciso conhecer vários,
para identificar o seu, e usá-lo paralelamente
com o estudo em grupo e o resumo progressivo,
a fim de evitar a monotonia e o cansaço.
Terceira regra – Avalie-se
a cada semana ou a cada dez dias, e analise os
seus resultados por disciplina, ajustando o tempo
adequado para cada uma delas, de acordo com o
aproveitamento na nota geral.
Quarta regra – Não
tenha foco cego. Muitos candidatos, aptos a serem
aprovados em concursos diferentes daqueles para
o qual estão estudando, mas com o programa
quase 100 % o mesmo, deixam de se inscrever por
não terem entendido qual o real sentido
da expressão “foco”. Foque
em um conjunto de matérias a estudar, e
não necessariamente no cargo “x”,
e deixe de desperdiçar as melhores oportunidades.
Quinta regra – Não
tenha vergonha de ser reprovado e nem se desanime
com isso. Esse comportamento, tão comum
nos concurseiros, impede uma maior participação
em concursos onde de fato existe chance. Fazendo
a avaliação progressiva com técnica,
você perceberá um nítido crescimento.
Não importa se sua família e amigos
não vão acreditar que você
está fazendo o concurso para aprender a
passar. Eles não sabem que é assim
que se passa. Não se sinta derrotado, e
tenha certeza de que muitos passam quando estão
fazendo “somente para se testar”.
Concurso é mais fácil do que se
pensa, mas o resultado é sempre imprevisível.
Sexta regra – Não
espere o edital para começar a estudar.
Um corredor fraco que dá a largada antes
dos concorrentes mais preparados acaba tendo mais
chances de vencer. Veja os editais anteriores
e se oriente sobre os temas que nunca deixam de
ser cobrados.
Sétima regra – Não
desista. Mesmo que algum resultado seja ruim,
tenha certeza de que você nunca estará
andando para trás, a não ser quando
desiste. Sempre a sua condição melhora
a cada novo concurso, mesmo que as circunstâncias
da prova ou da concorrência lhe prejudiquem
eventualmente.
Oitava regra – Não
participe apenas dos concursos mais disputados,
como a maioria faz, pois isso dá a falsa
impressão de que é difícil
ser aprovado, e induz a desistir. Procure nos
sites especializados e nos grupos de estudo informações
sobre aqueles concursos dos quais pouca gente
fica sabendo. Eles existem. Em dezembro de 2009
o site G1.globo.com disse que havia cerca de 30
concursos abertos no Brasil, e no site www.concurseiros.com.br,
na mesma data, havia 282.
Nona regra – Aprenda a responder
provas de concursos. Entre várias outras
coisas importantes, é preciso saber que
existe uma maneira para descobrir a sua quantidade
ideal de questões a serem deixadas em branco
nas provas do CESPE, o que pode lhe dar uns 10
ou 15 pontos a mais na nota final, sem precisar
estudar mais do que você estuda. Mas a conta
deve ser feita matéria por matéria,
e o resultado serve apenas para você, pois
cada candidato tem o seu ponto ideal. Também
existe método para se ter mais chances
na hora de chutar em provas do tipo Fundação
Carlos Chagas.
Décima regra – Oriente-se
sobre o que você não sabe em termos
de preparação para concursos. Mande
sua dúvida ou pergunta por e-mail (waldir@concurseiros.com.br)
e aproveite a experiência alheia. Assim
você encurtará o caminho do sucesso.