Os 27 representantes do Conselho de Comunicação
Social da Bahia, o primeiro a ser criado no Brasil, tomaram
posse nesta terça-feira (10), em solenidade no auditório
do Ministério Público da Bahia, no Centro
Administrativo. O conselho tem como objetivo planejar e
elaborar políticas públicas voltadas para
a comunicação no estado. De caráter
consultivo e deliberativo, o órgão é
presidido pelo secretário de Comunicação
Social, Robinson Almeida.
O governador Jaques Wagner afirmou que o
conselho foi criado a partir da Conferência Estadual
de Comunicação. “A sociedade civil elegeu
os seus membros que hoje estamos aqui dando posse e que
representam entidades e profissionais da área, e
não são pessoas sem referência. Entendo
que comunicação e informação
são elementos fundamentais de uma verdadeira democracia
amadurecida, como é a do Brasil”.
Para ele, a partir do conselho haverá
debates, sugestões de campanhas e de formas de comunicação,
além de demandas de acesso a informações.
“Esse momento coincide com a instalação
da Comissão da Verdade, pela presidenta Dilma, que
vai nesse mesmo sentido. Não há por que existir
segredos na sociedade moderna, que tem o direito de acessar
todo o tipo de informação”.
Wagner garantiu que o conselho não
tem função de atuar no controle dos meios
de comunicação. “A liberdade de imprensa
é garantida no texto constitucional. O que a gente
fez foi regulamentar o artigo 277 da Constituição
baiana, que prevê essa interação e o
direito à informação da sociedade”.
Preservação da identidade
cultural
Robinson Almeida disse que o conselho é
o espaço que os movimentos sociais, os empresários
e o governo têm para discutir os problemas de comunicação
na Bahia. “Vamos pautar o debate do fortalecimento
do mercado de comunicação para que seja possível
gerar mais empregos e apresentar conteúdos regionais,
preservando a nossa identidade cultural”.
Os representantes da sociedade civil que
vão compor o conselho – sete do poder público
e 20 da sociedade civil – foram eleitos no dia 25
de novembro, em votação realizada na Fundação
Luís Eduardo Magalhães (Flem).
Ney Bandeira, diretor da TV Aratu, foi um
dos conselheiros empossados. “O ineditismo da iniciativa,
por meio da qual o governo se coloca aberto a buscar a contribuição
da sociedade na formulação da sua política
de comunicação social, tem um alcance enorme,
porque uma das coisas mais reivindicadas hoje nas sociedades
democráticas é justamente a participação
popular nas decisões de governo”.
Segundo ele, com o conselho, o governo está
abrindo mão do poder de decidir sozinho para compartilhar
com a sociedade. “Isso é a coisa mais significativa
e emblemática desse conselho”.
Comunicação como direito
humano
A conselheira Julieta Palmeira, representante
do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão
de Itararé, afirmou que o conselho é uma conquista
do povo baiano. “A função principal
desse órgão é a criação
de políticas de comunicação dentro
do entendimento de que a comunicação é
um direito humano. Com isso, há a necessidade de
ações conjuntas, consensuais entre a sociedade
e o governo para que possamos implementar e viabilizar esse
direito humano, que significa o acesso de todos à
comunicação”.
Presidente da Associação Baiana
de Imprensa (ABI), o jornalista Walter Pinheiro, outro dos
conselheiros empossados, declarou que o órgão
é uma extensão da Constituição
de 88, que chamou de ‘documento cidadão’.
“Entendemos que ele deva contribuir efetivamente na
construção de políticas públicas,
e não admitiremos, e estaremos atentos a isso, que
se constitua em qualquer embaraço à prática
do jornalismo e da liberdade de expressão, que é
um pilar fundamental para a manutenção da
democracia”.
Para Pinheiro, a imprensa tem participação
efetiva e clara na defesa dos interesses nacionais, em especial
na defesa da ética, da moralidade, no combate à
corrupção e na defesa da boa aplicação
dos recursos públicos. “A ABI e os órgãos
de comunicação, participando do conselho com
os órgãos de governo e com a sociedade civil,
podem prestar esse constante apoio, seja através
de sugestões, alertas ou críticas. O importante
é participar e alertar a todos sobre o que está
acontecendo”.
Para os representantes titulares, foram
eleitas as seguintes instituições:
• Representante de entidade profissional
da classe: ABI
• Representante de universidades públicas com
atuação no estado: Faculdade de Comunicação
(Ufba)
• Representante do segmento de televisão aberta
e por assinatura comercial: TV Aratu
• Representante do segmento de rádio comercial:
Grupo Tucano de Comunicação Ltda.
• Representante das empresas de jornais e revistas:
Empresa Editora A Tarde S.A.
• Representante das agências de publicidade:
Rocha Propaganda e Marketing Ltda.
• Representante das empresas de telecomunicação:
SinditeleBrasil
• Representante das empresas de mídia exterior:
Sindicato das Empresas de Publicidade Exterior do Estado
da Bahia/Sepex-Uranus
• Representante das produtoras de audiovisual ou serviços
de comunicação: RX 30 Produtora Ltda.
• Representante do movimento de radiodifusão
comunitária: Rádio Comunitária Santa
Luz Ltda.
• Representante das entidades de classe dos trabalhadores
do segmento de comunicação social: Sindicato
dos Jornalistas Profissionais do Estado da Bahia (Sinjorba)
• Representante dos veículos comunitários
ou alternativos: Associação Vermelho
• Representantes das organizações não-governamentais
ou entidades sociais vinculadas à comunicação:
Cipó Comunicação Interativa, Intervozes
Coletivo Brasil de Comunicação Social e Centro
de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé
• Representante dos movimentos sociais de comunicação:
Associação Renascer Mulher
• Representantes das entidades de movimentos sociais
organizados: União Brasileira da Mulher, Central
dos Trabalhadores do Brasil (CTB) e Sinterp
• Representante de entidades de jornalismo digital:
Bahia Notícias
Para suplentes, foram eleitas as
seguintes instituições:
• Representante de entidade profissional
de classe: OAB/Seção Bahia
• Representante de universidades públicas com
atuação no estado: Universidade do Estado
da Bahia (Uneb)
• Representante do segmento de televisão aberta
e por assinatura comercial: TV Itabuna
• Representante do segmento de rádio comercial:
Tudo FM Ltda.
• Representante das empresas de jornais e revistas:
Jornal Folha do Estado
• Representante das agências de publicidade:
CCA Comunicação Propaganda
• Representante das empresas de telecomunicação:
SindteleBrasil
• Representante das empresas de mídia exterior:
Central de Outdoor
• Representante das produtoras de audiovisual ou serviços
de comunicação: Malagueta Cinema e Vídeo
• Representante do movimento de radiodifusão
comunitária: Abraço
• Representante das entidades de classe dos trabalhadores
do segmento de comunicação social: Sinttel
• Representante dos veículos comunitários
ou alternativos: Instituto Cultural Nego d’Água
• Representantes das organizações não-governamentais
ou entidades sociais vinculadas à comunicação:
Unegro, Idesab e Arcca
• Representante dos movimentos sociais de comunicação:
FNDC
• Representantes de entidades de movimentos sociais
organizados: CUT, UJS e Fetag/BA
• Representante de entidades de jornalismo digital:
Notícias do Sertão
Secom/Governo do Estado
10/1/12