A preocupação se justifica:
no exterior, o suco de laranja vem perdendo espaço para outros
sucos.
Atualmente o Brasil é o primeiro
produtor mundial de citros e o maior exportador de suco concentrado
e congelado de laranja doce. Apesar disso, o consumo per capita na forma
in natura ainda encontra-se abaixo dos padrões de outros países
emergentes.
Vulnerabilidade
A forte concentração
da produção no estado de São Paulo tem sido fonte
de preocupação para os estudiosos, pois a incidência
de doenças como o huanglongbing (HLB) – a mais severa da
citricultura em todo o mundo – pode tornar a produção
vulnerável. Uma alternativa seria o Nordeste, que tem condições
adequadas ao cultivo de diferentes espécies e variedades cítricas
e, consequentemente, potencial para expansão da cultura. “A
multiplicidade de climas e solos dá a esta região certo
privilégio, mas o ponto mais importante é a baixa incidência
de doenças”, afirma Orlando Passos.
A citricultura brasileira também
apresenta expressiva concentração de variedades copas
e porta-enxerto utilizadas. Estima-se que o limoeiro Cravo responda
por mais de 85% dos porta-enxertos, enquanto a laranjeira Pera é
a variedade copa predominante. Em casos de doenças e pragas importantes,
a monocitricultura pode causar forte impacto na sustentabilidade da
cultura.
O conteúdo da publicação,
ricamente ilustrada com fotografias, tabelas e gráficos, está
dividido em sete capítulos: Produção brasileira
de citros de uso industrial; O setor de processamento de suco; O mercado
externo de frutas cítricas de mesa; O mercado interno de frutas
cítricas de mesa; Necessidade de diversificação
e alternativa de produção; Seleção de cultivares
porta-enxertos para o nordeste brasileiro; e Comportamento de variedades
cítricas na região da Chapada Diamantina, Estado da Bahia,
Nordeste do Brasil.
Serviço:
- Publicação: “Citricultura brasileira
em busca de novos rumos – Desafios e oportunidades na região
Nordeste”
- Número de páginas: 160
- Preço: 30 reais mais despesas de postagem
- Pedidos: telefone (75) 3312-8042 ou email nco@cnpmf.embrapa.br
24/1/12