A Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) decidiu nesta terça-feira (10) cancelar
o registro das próteses mamárias de silicone
da marca holandesa Rofil e proibir a venda do produto no
país. A decisão foi tomada depois da constatação
de que a Rofil comprou material da empresa francesa Poly
Implant Prothese (PIP) para a fabricação dos
implantes.
A PIP é acusada de ter usado silicone
industrial nos produtos, o que aumenta o risco de ruptura
da prótese. A Anvisa também recebeu queixas
de mulheres contra a marca holandesa. A prótese mamária
da Rofil é importada e distribuída pela empresa
Pharmedic Pharmaceutical, que detém o registro desde
2009 com validade até 2014. O cancelamento e proibição
de venda do material da Rofil devem ser publicados no Diário
Oficial da União nos próximos dias.
O gerente comercial da Pharmedic Pharmaceutical,
Adriano de Paiva, informou que a empresa vendeu somente
um lote com 50 pares de próteses em 2009. Depois
daquele ano, a empresa não fez nenhuma importação
porque o produto encareceu muito – passando de R$
2 mil para R$ 2,5, disse Paiva. Ele acrescentou que, até
hoje, a empresa não recebeu qualquer reclamação
de pacientes.
A Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica
Estética recomenda a retirada preventiva das próteses
da Rofil, assim como no caso das próteses da PIP.
Já a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
aconselha as mulheres com implantes da PIP a procurar seu
médico para uma avaliação clínica.
Amanhã (11), técnicos da Anvisa
e das entidades representativas dos cirurgiões plásticos
vão se reunir para definir como será o atendimento
a pacientes com implantes da PIP. A agência informou
ter recebido pelo menos 12 queixas de usuárias.
A venda das próteses PIP está
proibida no Brasil desde abril de 2010. O registro foi cancelado
no dia 30 de dezembro de 2011, após a divulgação
das denúncias, na França, de uso de material
impróprio e risco maior de rompimento das próteses.
Com informações
Carolina Pimentel - ABr
Edição: Lana Cristina
Feira Hoje – 10/1/12