O Boeing 707 da Força Aérea Brasileira conduzindo
a primeira tropa da Força Nacional de Segurança,
formada por 150 policiais, pousou na Base Aérea de
Salvador às 23h30 dessa quinta-feira (2) para reforçar
o policiamento ostensivo no estado. O efetivo passa a noite
no Hotel de Trânsito da Aeronáutica e, no início
da manhã desta sexta-feira (3), começa o trabalho
de patrulhamento.
De acordo com o comandante da tropa, capitão
Luigi Gustavo Pereira, a estratégia de atuação
foi definida em conjunto com a cúpula da Segurança
Pública do Estado e tem o objetivo de atender às
necessidades da população. Outro efetivo,
com cerca de 500 homens, está se deslocando por terra,
e começa a chegar nesta sexta à capital baiana.
Além dos 650 homens da Força
Nacional de Segurança, formada por policiais militares
de todos os estados, dois mil soldados do Exército
também chegam, no mesmo dia, à Bahia. As forças
federais de apoio foram solicitadas ao Ministério
da Justiça pelo Governo do Estado para restabelecer
a segurança.
Ainda no exterior, desde quando foi deflagrada
a paralisação de uma parcela dos policiais
militares, Wagner vinha acompanhando e dirigindo as ações
do governo baiano com o objetivo de por fim ao movimento.
“Não admitirei que a segurança da população
baiana seja colocada em risco por um pequeno grupo de pessoas,
ainda mais porque estas desconsideraram a decisão
judicial, que considerou a greve ilegal”, afirmou
o governador, após se reunir com secretários
de Estado, na manhã desta quinta.
Nesta sexta (3) à tarde, o secretário
da Segurança Pública, Maurício Barbosa,
e o comandante-geral da PM, coronel Alfredo Castro, se reúnem
com o comandante da VI Região Militar, general Gonçalves
Dias, para definir a participação do Exército
no reforço à segurança no estado. "Vamos
reforçar a sensação de segurança,
já que a PM está nas ruas e apenas uma minoria
vem promovendo atos de vandalismo", afirmou Barbosa,
em entrevista coletiva no auditório da SSP, ao lado
do coronel Castro e do delegado-geral da Polícia
Civil, Hélio Jorge.
Wagner disse ainda que, “neste momento,
o diálogo e o bom senso são as melhores formas
de superar o impasse. Porém, na defesa dos interesses
maiores da população baiana, continuarei usando
medidas enérgicas, caso isso se faça necessário”.
Com informações
Secom
3/2/12