O vai e vem dos caminhões e dos mais de dois mil
trabalhadores fazem parte da construção do
primeiro trecho da Ferrovia de Integração
Oeste- Leste (FIOL). Desde o início deste ano, estão
sendo feitas obras entre Caetité, no sudoeste, e
Ilhéus, no sul do estado, distantes aproximadamente
537 km. Os quatro eixos de trabalho cortam 20 municípios.
De acordo com o vice-governador e secretário
de Infraestrutura da Bahia, Otto Alencar, com a expectativa
da chegada da ferrovia muitas mineradoras estão se
instalando em Brumado. “Os investidores estão
adquirindo áreas e fazendo prospecções
de minérios de ferro no oeste. E claro, se vem economia,
vem desenvolvimento social, capacitação, treinamento
de mão de obra e emprego”, comemora.
Para o coordenador de Infraestrutura da
Casa Civil do Governo do Estado, Eracy Lafuente, a FIOL
é um vetor de transporte de cargas, que promove a
oportunidade de desenvolver parques ligados aos grãos,
minérios e etanol, três grandes cadeias que
favorecem a expansão do Produto Interno Bruto (PIB)
e a descentralização da economia.
Aproximadamente 70 milhões de toneladas
devem ser transportadas por ano pela FIOL - pelo menos 50
milhões corresponderão a minérios.
“Hoje, o escoamento se faz por rodovias e cria um
custo operacional em termos de transporte muito elevado.
À medida que o custo diminui, a exportação
é favorecida e é possível potencializar
a produção”, conclui Eracy Lafuente.
Com investimentos estimados em R$ 6 bilhões,
quando estiver em pleno funcionamento a estrada de ferro,
com 1.500 quilômetros de extensão, vai interligar
o Porto Sul, em Ilhéus, à ferrovia Norte-Sul,
em Figueirópolis, no Tocantins.
15/12/11