MST
Manifestantes ocupam Ministério e
pedem assentamento em terras da União
Cerca de 80
integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto do Distrito
Federal, que foram retirados em julho da ocupação
de Bela Vista, em Brazlândia (DF), ocuparam nessa terça
(31/8), por quatro horas, o saguão do Ministério
do Planejamento. A estimativa do número de manifestantes
é da Polícia Militar.
Dentro do prédio do ministério
e com faixas reivindicando o direito à moradia eles queriam
negociar com a Secretaria de Patrimônio da União,
do Ministério do Planejamento, a possibilidade de serem
assentados em terras da União.
A ocupação de
Bela Vista ficava em terras que pertencem ao Distrito Federal.
Após serem retirados do local, em 16 de julho, os integrantes
do movimento acamparam na Companhia Imobiliária de Brasília
(Terracap) e depois no Ministério das Cidades. Na ocasião,
foram marcadas reuniões para negociar com o Governo do
Distrito Federal (GDF) e a União disponibilidade de terras
onde as famílias pudessem morar.
Um grupo de coordenadores do
movimento foi recebido por integrantes do governo federal no
início da tarde. Ao final da reunião, o secretário
adjunto da Secretaria de Patrimônio da União, Jorge
Arzabe, disse que ficou acertado que amanhã um grupo
da secretaria irá a Brazlândia, com representantes
do movimento, para avaliar se há áreas que estão
em condições de integrar programas de habitação
de interesse social do governo federal.
Segundo ele, durante a reunião
ficou claro que as terras não serão doadas.“Estamos
buscando disponibilizar mais áreas. O movimento, assim
como cooperativas existentes em todo o Brasil, vão ter
que pleitear seus projetos que serão analisados pela
Caixa Econômica Federal e o Ministério das Cidades
em áreas da União que serão disponibilizadas
para isso. Não carimbamos terra para nenhum movimento,
cooperativa ou associação”.
Um dos coordenadores do movimento,
Edson Francisco da Silva, disse, no início da ocupação,
que os manifestantes estavam dispostos a dormir no ministério,
caso não fosse encontrada uma solução para
a reivindicação e, após a reunião,
afirmou que a solução foi considerada satisfatória.
Ele, no entanto, afirmou que se não houver resultados
efetivos o movimento fará novas ocupações.
“Se o problema não for resolvido, voltaremos a
ocupar prédios públicos”.
Ficou marcada para o próximo
dia 9 uma reunião para discutir as alternativas levantadas
pelos técnicos da Secretaria de Patrimônio da União
durante a visita que fará amanhã a Brazlândia.
Yara Aquino e Antonio Arrais – EBC
1º/9/10