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Economia
Brasil poderá ter em 2010 o maior
Crescimento dos últimos 24 anos

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, garantiu hoje (3) que o Produto Interno Bruto (PIB) do país irá crescer, pelo menos, 7% em 2010. Se alcançado, o resultado será o maior em 24 anos. Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a economia brasileira teve, nos seis primeiros meses do ano, crescimento de 8,9% em seu PIB, em relação ao primeiro semestre de 2009.

“Já podemos assegurar que teremos um PIB de, pelo menos, 7% em 2010. Poderá ser até maior”, disse o ministro, em entrevista coletiva, concedida no início da tarde de hoje, na sede da Caixa Econômica Federal, em São Paulo.

Com o resultado obtido, segundo Mantega, o Brasil passará a ocupar um lugar de destaque entre os países que mais crescem no mundo. “Entre as grandes economias, apenas a China tem esse crescimento. Em seguida, vem o Brasil e, depois, a Índia”, destacou.

O crescimento obtido no primeiro semestre, foi o maior já registrado para o período, desde o início da série histórica do IBGE, em 1996.

Inflação sob controle

Guido Mantega também afirmou que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro semestre deste ano (8,9% em relação ao 1º semestre de 2009) não representa um risco para o controle da inflação. Segundo ele, nos próximos meses, a economia brasileira não deve crescer no mesmo ritmo dos primeiros meses deste ano e, por isso, os preços não devem subir além do esperado.

“No segundo semestre o crescimento será menor”, disse o ministro, em entrevista coletiva concedida em São Paulo. “A inflação está sob controle”, afirmou ele.

Segundo o ministro, a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve fechar o ano em torno dos 5%. O índice, portanto, ficará dentro da margem estabelecida como meta pelo Banco Central que é de 4,5% com possibilidade de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Ainda de acordo com Mantega, no último trimestre, a economia terá nova aceleração devido ao pagamento do décimo terceiro salário e ao aquecimento do comércio. Mesmo assim, o crescimento não será tão grande quanto o dos primeiros trimestres.

“Nós esperamos um reforço de mais de R$ 100 bilhões neste último trimestre, mas o crescimento será menor do que o crescimento dos trimestre anteriores.”

Feira Hoje
Com informações da Agência Brasil
3/9/10

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