Demolição
Público lota imediações do dique
no adeus à velha Fonte Nova
Um grande público
esteve presente no entorno do Estádio Octávio
Mangabeira (Fonte Nova) para assistir os últimos instantes
do gigante que durante anos proporcionou as mais variadas emoções
na torcida baiana. Vestidos com camisas de seus times preferidos,
principalmente a do Esporte Clube Bahia, desde as primeiras
horas da manhã as pessoas procuraram, no Dique do Tororó,
o melhor ângulo para assistir a demolição
do estádio.

Público se emociona
na demolição da velha Fonte
Foto: Paolo Giovanni - Feira Hoje
Domingos Pereira Vieira, de
67 anos, disse que foram muitas as emoções vividas
na Fonte Nova, a maior delas o primeiro jogo da conquista do
Campeonato Brasileiro de 1988 pelo Bahia, no início de
1989, contra o Internacional de Porto Alegre. “Vencemos
por 2 a 1 com o estádio lotado”, contou.
João Bosco Almeida, de
39 anos, disse que, no mesmo campeonato, assistiu à semi-final
do Bahia contra o Fluminense do Rio de Janeiro. “Acho
que foi o maior público da Fonte Nova, com mais de cem
mil pessoas”.
Para Felipe Carneiro Souza,
“a velha Fonte Nova vai deixar saudades, mas, se é
para dar mais conforto e alegria à torcida baiana, que
venha a Nova Fonte Nova”.
Segurança
A última etapa da demolição
da Fonte Nova foi concluída com segurança. Depois
de muita expectativa, o anel superior da Fonte Nova foi implodido
na manhã deste domingo (29) e, agora, resta de pé
apenas a Tribuna de Honra do antigo estádio, cuja demolição
será feita de forma mecânica, ainda esta semana,
conforme planejado pelos técnicos.
A operação, que
durou seis horas entre a execução das medidas
de segurança, detonação dos explosivos
e limpeza da área, reuniu populares, autoridades diversas,
secretários de estado e os responsáveis pela obra.
A partir de agora, começa a contagem regressiva para
a construção da Arena Fonte Nova, que vai receber
os jogos da Copa das Confederações, em 2013, e
do Mundial da Fifa de 2014.
Prevenção
O trabalho de evacuação
do entorno, num raio de 250 metros de distância do estádio,
começou às 6h. Por prevenção, mais
de 2.400 pessoas, entre moradores e comerciantes, foram retiradas
de 962 imóveis localizados no Jardim Baiano, Avenida
Joana Angélica e regiões do Engenho Velho de Brotas.
Muitos deles foram encaminhados para um Centro de Acolhimento
montado no Colégio Central, em Nazaré. Lá,
eles puderam assistir confortavelmente à implosão
por meio de transmissão ao vivo realizada pela TVE Bahia.
Às 8h, começou
a varredura pelos imóveis do entorno, ação
coordenada pela Defesa Civil e que contou com o apoio da Polícia
Militar, Corpo de Bombeiros e órgãos municipais.
Ao todo, atuaram 928 PMs e foram utilizadas 15 viaturas, 28
motocicletas, um helicóptero do Graer e dois carros do
Corpo de Bombeiros.
Para prevenir qualquer tipo
de acidente, grupos de socorro pré-hospitalar e dois
botes de salvamento permaneceram no Dique do Tororó.
“Todas as equipes estavam focadas para evitar qualquer
eventualidade no entorno”, explicou o capitão da
PM, Sérgio Baqueiro. Com todos os itens de segurança
checados, foi só uma questão de tempo. Faltando
15 minutos para a implosão, soou a primeira sirene. Dez
minutos depois veio o segundo sinal. Até que, às
10h25, os explosivos foram detonados. Em pouco mais de 15 segundos,
o antigo estádio veio abaixo.
Feira Hoje e Agecom
29/8/10