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de Santana - Bahia - Brasil |
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A História é Nossa
Esta seção tem o objetivo de despertar e incentivar a comunidade sobre a importância do conhecimento histórico para a construção da sociedade que desejamosO povo norte-americano e o Destino Manifesto Os principais veículos de comunicação dos Estados Unidos avaliaram como “inoportuna” a visita do presidente Barack Obama ao Brasil. Chama a atenção um dos argumentos usados: a abstenção do Brasil na votação, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, sobre a resolução que cria uma zona de exclusão aérea na Líbia e permite uma intervenção contra as tropas de Muammar Khadafi. A imprensa e determinados segmentos norte-americanos esperavam o voto brasileiro favorário à intervenção na Líbia. Apesar dos EUA ainda gozarem do papel de pioneiro nas transformações econômicas, sociais e humanitárias em todo o mundo, inclusive servindo de inspiração para a Revolução Francesa (1789), algumas atitudes daquele povo demonstram que ainda carregam o sentimento de responsabilidade, a qualquer custo, pelos “avanços”, dentro dos próprios moldes, na história do homem na terra. Este é o fundamento do chamado Destino Manifesto que expressa a crença, entre eles, de que o povo dos Estados Unidos é eleito por Deus, com base em alguns textos bíblicos, para comandar o mundo. Por isso, para eles, o expansionismo americano é apenas o cumprimento da vontade Divina. Este pensamento é difundido por líderes espirituais e políticos desde o início da formação dos EUA e assimilada com vigor pelos norte-americanos. O resultado é que a maioria da população norte-americana não sabe, mas seus sentimentos nobres de transformação são manipulados e utilizados pelas próprias elites para justificar atos, até mesmo sangrentos, contra povos e culturas alheias. E ai de quem questionar isso: são perseguidos, tratados como traidores, taxados de blasfemos e pecadores. A imprensa, controlada pelos interesses econômicos, e os fabricantes de armas dos EUA esperam, sempre, que países que se dizem aliados concordem irrestritamente com decisões como as de ordenamento de ataques a povos que se mostram contrários. Porém, o Governo Brasileiro, nas relações internacionais, nos últimos anos tem adotado uma política diferente. Isto porque no caso da Líbia e de outros episódios de nível internacional, seria de se esperar que a decisão final de ataque, ou não, partisse do Conselho de Segurança da ONU e não do interesse deste ou daquele bloco. O Brasil se absteve nas Nações Unidas, mas respeitou a decisão da maioria. Num primeiro momento, houve quem quisesse o ataque imediato à Lìbia, mas o Governo Brasileiro optou pela decisão das Nações Unidas. O lado positivo é que, mesmo que devido a interesses econômicos, posições de países como o Brasil têm recebido tratamento de respeito pelo Governo Norte-Americano, sem a imposição da força. Alem disso, já se pode notar, dentro dos EUA, nos últimos 20 anos, o surgimento de questionamentos, através de filmes, seriados e até de desenhos animados infantis, contra o “direito de autoridade” e o “eu” norte-americanos. Muitos podem não acreditar, mas punição lá já foi pior (e em alguns episódios ainda é) do que sofreram, aqui, os “comunistas” na época do regime militar. E o que se espera do futuro? Há de se avaliar que as causas e os desdobramentos destas ideologias são inúmeros e profundos e a cada dia se renovam, como é típico de qualquer sociedade humana. Por ser rico (e dinheiro atrai o homem), os EUA são o país que mais recebe estrangeiros, seja legal ou ilegalmente. Isto resulta num processo de troca e de enriquecimento cultural que também passa pelo amadurecimento, na influência de estrangeiros no Executivo, Legislativo e Judiciário e, é claro, nas relações econômicas, possivelmente o fator norteador de todos os outros. Isto abre um leque de oportunidades para que se considere imparcialmente a realidade do outro, deixando-se de lado os princípios do Destino Manifesto. Já se sabe que em quatro décadas os latinos serão maioria nos EUA, conforme divulgado recentemente pelos institutos de pesquisas governamentais de lá. Isto sem se falar do crescimento das comunidades de outros países que lá estão. Resta esperar, e influenciar por meio de ações, para que o futuro reserve avanços sociais e econômicos para todos os países. 20/3/11 Everaldo Goes – jornalista e historiador (everaldo@uefs.br). |
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